É preciso ter em conta vários fatores, nomeadamente a situação económico-financeira de cada cliente. Comparar ofertas e negociar é outro dos aspetos importantes.

O que é melhor, um crédito à habitação com taxa fixa ou variável? É a pergunta de milhões que volta a estar em cima da mesa numa altura em que a Euribor a 12 meses se encontra em mínimos históricos há vários meses, tendo estado abaixo de -0,50%.

A situação económica da zona euro na atual conjuntura de pandemia conduziu a que o Banco Central Europeu (BCE) mantivesse as medidas extraordinárias para evitar a instabilidade financeira, entre as quais a compra de dívida dos estados, congelar o preço do dinheiro em 0,0% e também considerar uma redução na taxa de depósito (taxa que cobra aos bancos pela sua liquidez).

Nos últimos meses, milhares de créditos hipotecários viram reduzida a prestação que pagam ao banco pelo seu empréstimo, o que coloca várias dúvidas a quem está prestes a contratar um crédito à habitação. Devo esquecer a taxa fixa e apostar na taxa variável para aproveitar o momento?

Os especialistas são muito claros sobre o assunto. Segundo explica Miguel Cabrita, responsável do idealista/créditohabitação em Portugal, não existe uma resposta imediata para esta questão, dado que depende da situação económico-financeira de cada cliente e das perspetivas futuras dos mesmos. O tipo de emprego, o financimento necessário, assim como o tempo que pretende manter-se no imóvel, são alguns dos fatores que têm impacto na decisão.

Apesar da maioria dos créditos à habitação celebrados em Portugal serem com taxa variável, as soluções no mercado de empréstimos com taxa fixa estão bastante atrativas. À primeira vista, os empréstimos com taxa variável parecem mais atrativos, mas não podemos esquecer que a Euribor já esteve próxima de 5% há uma dezena de anos e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por subir, e consequentemente subirão as prestações dos créditos à habitação com taxa variável. Por outro lado, a taxa fixa dá uma tranquilidade ao cliente, uma vez que a sua prestação não sofrerá qualquer alteração ao longo de todo o empréstimo, independentemente da situação económica e das decisões políticas que venham a ser tomadas.

Finalmente, importante realçar a importância de comparar diferentes ofertas e negociar com o banco as condições finais do empréstimo. Para tal, nada melhor que procurar a ajuda de um intermediário de crédito, que fará este trabalho de forma gratuita e sem compromisso, ajudando na toma das melhores decisões e a negociar as melhores condições.

Fonte: Idealista

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